Jovens profissionais observando símbolos de carreira em painel digital moderno

Geração Z e millennials: por que liderança não é foco agora

No meu contato diário com profissionais da geração Z e millennials, tenho observado uma mudança notável na forma como encaram carreira e trabalho. Sempre que participo de rodas de conversa ou coordeno processos de desenvolvimento, vejo que esses jovens possuem ambição, querem crescer, mas não querem crescer a qualquer custo ou sem sentido.

Segundo a pesquisa mais recente da Deloitte, que analisei com atenção, 69% da geração Z e 74% dos millennials querem ocupar cargos altos, mas só 6% da geração Z e 8% dos millennials colocam isso como prioridade agora. O dado me chamou a atenção exatamente porque ele mostra um novo tipo de prioridade: não é que eles descartam a liderança, mas simplesmente adiaram essa meta para depois.

Por que adiam a liderança?

Perguntei a muitos deles: “O que te faz não buscar a liderança já?” Ouvi respostas muito parecidas:

  • Querem aprender mais, ganhar experiências e fortalecer habilidades antes de assumir grandes responsabilidades.
  • Buscam segurança financeira e estabilidade em um cenário econômico cada vez mais incerto.
  • Valorizam bem-estar, saúde mental e relações saudáveis no trabalho antes de pensar em chefias.
Equilíbrio pessoal está no topo das prioridades.

O contexto não poderia ser outro. O alto índice de desemprego, salários que nem sempre acompanham a inflação, planos de carreira pouco claros e, principalmente, a chegada da inteligência artificial, mudaram pretensões. Muitos sentem que precisam de tempo para se adaptar e crescer com as mudanças.

O efeito da inteligência artificial e do cenário econômico


Jovens interagindo com tecnologia no escritório Tenho recebido perguntas quase diárias sobre a influência da tecnologia nas profissões. Muitos profissionais da geração Z e millennials se preocupam em manter sua relevância no mercado diante das novas demandas impostas pela inteligência artificial. Não é raro encontrá-los dedicando tempo e energia para desenvolver:

  • Habilidades digitais e analíticas
  • Flexibilidade e capacidade de lidar com mudanças rápidas
  • Autoconhecimento e inteligência emocional

Em vez de apressar o passo para cargos de gestão, preferem investir em preparo, pois percebem que o mercado exige competências que vão além do tradicional.

Qual é o novo foco?

Vejo que, mais do que salários altos ou status, esses profissionais buscam saúde emocional, propósito e um ambiente saudável. O desenvolvimento contínuo, a aprendizagem constante e a conexão com valores pessoais são o que norteiam as decisões de carreira.

Este movimento está diretamente ligado à busca por estabilidade e sentido. Li mais sobre isso no artigo sobre diferenças geracionais no mercado de trabalho, e está claro para mim como o conceito de sucesso tem se transformado nos últimos anos.

O que muda nas organizações?

Trabalho com empresas que sentem a diferença. As organizações que dialogam e investem em formação constante ganham preferência entre jovens profissionais. Alguns concorrentes já perceberam essa tendência, mas muitas vezes focam apenas em bonificações e poucos benefícios. Eu entendo que trazer programas que integrem saúde mental, autoconhecimento e desenvolvimento de habilidades faz toda a diferença para engajar e reter talentos dessas gerações.

Ouvir as novas gerações é garantir um futuro mais saudável para todos.

Se você deseja aprofundar no comportamento e nas preferências dessas gerações, recomendo o conteúdo sobre comportamento e preferências da geração Z e millennials.

Para quem está planejando carreira, encontrar sentido nas escolhas é o ponto de partida. Em carreira e desenvolvimento para a geração Z, compartilho orientações para traçar um caminho profissional alinhado com o que faz sentido hoje.

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MARINA REZNY

Sobre o Autor

MARINA REZNY

Marina Rezny é especialista em Saúde Mental e Desenvolvimento Humano, com mais de 25 anos de experiência em comunicação, liderança, gestão de pessoas e educação. Fundadora da Semente – Saúde Mental & Desenvolvimento Humano, atua no desenvolvimento de pessoas, escolas e organizações por meio de programas, palestras e treinamentos voltados ao crescimento humano, saúde emocional e formação para a vida.

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